Newsletter ESG Agrifood #2 – Agosto 2026

A Voz da Direção

Água e Território: conhecer para melhor gerir

Sendo a água e o território dois fatores essenciais para a sustentabilidade de qualquer atividade produtiva do setor agrícola, a Associação dos Agricultores do Ribatejo não podia deixar de aproveitar a oportunidade criada pelo projeto ESG AGRIFOOD para dar um contributo para um tema particularmente sensível, mas absolutamente determinante para o planeamento e para o desenvolvimento futuro do nosso território: o conhecimento e a avaliação do potencial dos recursos hídricos subterrâneos.

Para a AAR, a gestão sustentável da água exige, antes de mais, conhecimento. A monitorização rigorosa e regular dos recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, a qualidade e transparência da informação disponibilizada e a sua correta interpretação pelas partes interessadas e, em particular, pelo setor agrícola, são condições fundamentais para que possam ser tomadas decisões informadas e sustentadas.

Relativamente aos recursos hídricos superficiais, a posição da AAR tem sido clara e amplamente divulgada: consideramos essencial reforçar significativamente a capacidade de armazenamento de água no território, tirando partido dos caudais excedentários do Tejo, contribuindo simultaneamente para uma maior autonomia hídrica e energética, à escala regional e nacional. Trata-se de uma opção estratégica que depende de decisões políticas que a AAR tem vindo a defender e a questionar publicamente. No entanto, no curto e médio prazo, temos de trabalhar também com a realidade existente e com os recursos atualmente disponíveis.

No que respeita às águas subterrâneas, persistem ainda importantes incertezas. Apesar do recente levantamento, pela Agência Portuguesa do Ambiente, das restrições anteriormente aplicadas na margem esquerda do Tejo, não existe uma garantia clara sobre a evolução futura destas condicionantes. Mais importante ainda, entendemos que as decisões relativas à utilização destes recursos devem assentar em informação técnica sólida, transparente e devidamente fundamentada.

Foi precisamente a partir desta preocupação que surgiu uma questão essencial: qual é, efetivamente, o balanço hídrico das águas subterrâneas no nosso território?

Conhecer esse balanço implica confrontar, de forma rigorosa, as disponibilidades hídricas existentes com os diferentes consumos — agrícolas, urbanos, industriais e outros — criando uma base técnica que permita compreender a situação atual e, sobretudo, apoiar as decisões futuras.

Foi este o desafio que a AAR lançou ao Eng.º Jorge Froes, cujo conhecimento do território e reconhecida experiência técnica constituem uma mais-valia fundamental para este trabalho.

No âmbito do projeto ESG AGRIFOOD, e aproveitando também o trabalho que está a ser desenvolvido com a Agroanalítica, a AAR irá contribuir com informação detalhada sobre o território, com especial enfoque no sistema aquífero Tejo-Sado, particularmente relevante na margem esquerda do Tejo. Em paralelo, será recolhida informação junto dos agricultores e das entidades regantes, valorizando a experiência acumulada ao longo de várias décadas de utilização e gestão destes recursos.

Caberá ao Eng.º Jorge Froes proceder à compilação e análise desta informação, conjugando-a com o seu conhecimento técnico, com vista à elaboração do relatório final e das conclusões do estudo.

O artigo que integra esta edição da newsletter constitui, assim, uma primeira apresentação de reflexões resultantes deste trabalho. A apresentação completa do estudo, da metodologia seguida e das respetivas conclusões ficará reservada para a sessão comemorativa dos 50 anos da Associação dos Agricultores do Ribatejo, no próximo dia 19 de novembro.

Com este trabalho, a AAR pretende contribuir para que a discussão sobre a água no Ribatejo seja cada vez mais feita com base em dados, conhecimento técnico e visão de longo prazo, criando melhores condições para uma gestão sustentável de um recurso que é absolutamente vital para o futuro da agricultura e do território.

Luis Seabra
Luis Seabra Presidente Executivo AAR

A Voz Convidada

Consumos de água no Ribatejo a partir dos aquíferos do Tejo

  1. INTRODUÇÃO

Sob o RIBATEJO existe a maior reserva de água subterrânea da Península Ibérica, o AQUÍFERO DO TEJO-SADO, que se estende por 852.000 ha, atingindo profundidades superiores a 1.000 m, sobre o qual assenta o AQUÍFERO DOS ALUVIÕES DO TEJO, que abrange perto de 111.300 ha, com profundidades que não ultrapassam os 80 m.

Há séculos que, em complemento das afluências superficiais do rio Tejo e respetivos afluentes, este sistema de Aquíferos alimenta os diferentes consumos locais, inicialmente com captações a reduzida profundidade, até aos 10 m, mas que atualmente chegam a atingir os 500 m.

Entretanto, nos últimos anos tem sido posta em causa a capacidade dos aquíferos em responder às diferentes solicitações, que têm vindo a aumentar.

É neste sentido que se avança, agora, com uma primeira aproximação ao BALANÇO HÍDRICO de águas subterrâneas, onde se confrontam as disponibilidades hídricas conhecidas dos aquíferos, com os consumos agrícolas, urbanos, industriais e outros, no sentido de verificar a atual situação do sistema  e a sua possível evolução futura.

  1. CONSUMOS

Quanto à CAPTAÇÃO de águas subterrâneas para a Agricultura, a mesma foi definida com base na área das Culturas que usam as Águas Subterrâneas, nas Dotações de Rega definidas pela DGADR, acertadas às condições reais de pleno campo, e nas Eficiências expectáveis para as culturas em presença. Os Consumos Urbanos calcularam-se a partir da População servida por Águas Subterrâneas e da Capitação média apontada pela ERSAR, e para os Consumos Industriais e Outros, usaram-se os valores constantes do PGRH2022-2026 Tejo e Oeste.

O RETORNO ao Meio Hídrico Subterrâneo foi definido com base nos critérios apontados pelos PGRH, adaptados a cada tipo de consumo. Já o CONSUMO LÍQUIDO corresponde à diferença entre a Captação e o Retorno, valores que constam do Quadro seguinte.

CONSUMIDOR

CAPTAÇÃO

(hm3/ano)

RETORNO

(hm3/ano)

CONSUMO LÍQUIDO

(hm3/ano)

AGRÍCOLA

388,0

58,2

329,8

URBANO

79,2

7,9

71,2

INDUSTRIAL E OUTROS

65,0

13,0

52,0

TOTAL

532,2

79,1

453,0

Do Quadro acima conclui-se que a CAPTAÇÃO total de água nos Aquíferos do Tejo, para suprir os diferentes consumos anteriormente calculados, aproxima-se, em média, dos 532,2 hm3/ano, sendo que a Agricultura consome 73% deste total. Quanto ao RETORNO de águas subterrâneas, tem-se um valor de 79,1 hm3/ano, o que se traduz, descontando este da CAPTAÇÃO, num CONSUMO LÍQUIDO de 453,1 hm3/ano.

A LONGO PRAZO, e tendo em conta, por um lado, a evolução provável dos diferentes consumos e, por outro lado, as Alterações Climáticas, os consumos líquidos totais deverão aproximar-se dos 451 hm3/ano, valor idêntico ao atual.

  1. DISPONIBILIDADES HÍDRICAS SUBTERRÂNEAS

 

De acordo com o PGRH 2022-2026 TEJO & OESTE, da responsabilidade da APA, é possível captar, destes aquíferos, perto de 1.317 hm3/ano, em média, dos quais 293 hm3/ano são retiráveis do Aquífero mais superficial, dos Aluviões, 203 hm3/ano do Aquífero da Margem Direita e 821 hm3/ano do Aquífero da Margem Esquerda (excluindo a parte que se estende pela bacia do Sado).

Os aquíferos são grandes depósitos subterrâneos, tipo barragens, mas a sua recarga não reage instantaneamente à precipitação, como acontece com aquelas, podendo ter durações superiores a 10 anos nas maiores profundidades. Em contraponto, a grande capacidade de armazenamento, que poderá ultrapassar os 55.000 hm3 (12 Alquevas), indica que, desde que o consumo (captação – retorno) seja inferior à captação máxima possível, a normal variabilidade inter-anual de níveis pode ser compensada pela utilização de captações a maior profundidade, tal que acontece nas barragens.

Ou seja, é expectável que a normal variabilidade inter-anual da precipitação que, no caso da bacia do Tejo, nomeadamente da sua vertente Sul, que se prolonga até Portalegre e Évora, pode apresentar séries de 3 anos secos contínuos, se dê um rebaixamento dos níveis freáticos em resultado da redução da recarga, como aconteceu nos anos 2.000 e, mais recentemente, nos anos de 2020. O certo é que, em ambos os casos, o aquífero recuperou ou está em recuperação.

AQUIFERO

VOLUME CAPTÁVEL

(hm3/ano)

ALUVIÕES DO TEJO

293,0

MARGEM DIREITA

203,0

MARGEM ESQUERDA

821,0

TOTAL

1.317,0

No que se refere ao LONGO PRAZO, teve-se em consideração a previsão da redução da RECARGA DOS AQUÍFEROS para 2060 e para e Cenário mais provável, RCP4.5, constante do PGRH 2022-2026 TEJO & OESTE, e que, para os Aquíferos em causa, deverá rondar os 7,5%. Assim sendo, os volumes máximos captáveis nos Aquíferos em análise, deverão rondar, a Longo Prazo (2060), os (1.317*0,925%) = 1.218 hm3/ano.

  1. BALANÇO HÍDRICO

 

Com base nos dados dos Consumos e Disponibilidades anteriormente referidos, é agora possível fazer o respetivo BALANÇO HÍDRICO, a curto e a longo prazo, a saber:

BALANÇO HÍDRICO SUBTERRÂNEO

CURTO PRAZO

(hm3/ano)

LONGO PRAZO

(hm3/ano)

CONSUMO LÍQUIDO (1)

453,0

451,0

DISPONIBILIDADE (2)

1.317,0

1.218,0

RELAÇÃO (1/2)

34%

37%

RELAÇÃO (2/1)

290%

270%

Como se pode ver, os consumos a CURTO PRAZO correspondem a 34% das disponibilidades hídricas subterrâneas captáveis, valor que poderá subir, a LONGO PRAZO, para 37%, ou seja, os Aquíferos permitem a captação, anualmente, de perto de 3 vezes mais água do que aquela que é efetivamente usada, números que parecem não ir ao encontro dos Estudos da APA, que indicam que o Aquífero do Tejo-Sado está abaixo do Percentil 20%, o que levou à proibição de novas captações subterrâneas.

  1. PASSOS SEGUINTES DO ESTUDO

No sentido de confirmar, no terreno, os números agora calculados, ir-se-á desenvolver, nos próximos meses, uma campanha de recolha de informação de diversas captações subterrâneas ao longo de ambas as margens do rio Tejo e na Península de Setúbal.

Para tal serão inquiridas Empreses Agrícolas,  espalhadas pela área de influência dos Aquíferos, que detenham captações subterrâneas a diferentes profundidades, no Aquífero dos Aluviões e no Aquífero do Tejo-Sado, nomeadamente aquelas que façam a medição em contínuo dos respetivos níveis hidrostáticos e hidrodinâmicos.

Essa informação será cruzada, dentro do possível, com as precipitações anuais, no sentido de verificar e quantificar os rebaixamentos dos níveis freáticos resultantes dessas precipitações, o que poderá dar indicações das profundidades das futuras captações, no sentido de as tornar mais resilientes.

Jorge Froes
Jorge FroesEngenheiro agrónomo, especialista em Engenharia Rural. Ao longo da sua carreira, dedicou-se ao planeamento hidráulico e hidroagrícola, tendo planeado e projetado redes de rega e drenagem, redes viárias, canais e grandes condutas de adução, barragens e reservatórios, entre outras infraestruturas.

Notícias

AAR promove sensibilização para o transporte seguro de produtos agrícolas

No passado dia 29 de julho, a Associação dos Agricultores do Ribatejo promoveu uma reunião de trabalho com a Guarda Nacional Republicana dedicada à segurança no transporte de produtos agrícolas durante os períodos de campanha, numa altura em que aumenta significativamente a circulação de máquinas agrícolas e veículos pesados nas estradas da região.

A sessão permitiu colocar e debater questões relacionadas com a circulação de veículos, o acondicionamento e transporte das cargas e os constrangimentos sentidos nas deslocações entre as explorações agrícolas e as agroindústrias.

Foram abordadas dificuldades de circulação existentes em diferentes pontos do território e a necessidade de compatibilizar as exigências próprias da atividade agrícola com as regras de segurança rodoviária e das populações.

A sustentabilidade do setor agrícola não deve esquecer nenhuma das suas dimensões. Os pilares económicos, sociais e de governação estão profundamente interligados, com o transporte dos produtos agrícolas desde o campo até às diferentes indústrias transformadoras a ser uma etapa fundamental da cadeia de valor que tem impactos muito relevantes do ponto de vista social, desde logo pelas questões associadas à segurança rodoviária, à proteção das populações e à convivência entre diferentes utilizadores das infraestruturas viárias.

Por essa razão, este é também um tema de governação do território. Garantir que o escoamento das produções se faz em condições adequadas exige uma forte articulação entre agricultores e forças de segurança, mas implica também as entidades responsáveis pelas infraestruturas, muitas delas a precisarem de relevante investimento. Só através desta coordenação é possível encontrar soluções equilibradas entre as necessidades da atividade económica e a segurança das comunidades.

A iniciativa promovida pela AAR reforça, assim, a importância de integrar estas preocupações numa visão ampla da sustentabilidade do setor agrícola, onde competitividade, segurança, coesão territorial e boa governação devem caminhar em conjunto.

 

Guia de Mapeamento Regulatório ESG contratado pela AAR será apresentado a 19 de novembro no Fórum da Sustentabilidade que irá ser organizado por ocasião dos 50 anos da Associação

Associação dos Agricultores do Ribatejo contratou a sociedade de advogados VdA para desenvolver um Guia de Mapeamento Regulatório ESG dedicado aos principais requisitos legais e regulamentares com impacto no setor agrícola. O documento será apresentado no próximo dia 19 de novembro, durante o Fórum da Sustentabilidade promovido pela AAR por ocasião do seu 50.º aniversário.

A crescente evolução do enquadramento europeu e nacional em matéria de sustentabilidade tem vindo a introduzir novos requisitos com impacto direto e indireto sobre as empresas agrícolas e agroalimentares.

Obrigações relacionadas com ambiente, clima, cadeias de valor, informação de sustentabilidade, responsabilidade empresarial ou financiamento tornam cada vez mais importante compreender que regras existem, a quem se aplicam e de que forma podem afetar a atividade das empresas.

Para apoiar as empresas neste processo, a Associação dos Agricultores do Ribatejo, no âmbito do projeto ESG Agrifood, contratou a VdA – Vieira de Almeida & Associados para desenvolver um Guia de Mapeamento Regulatório ESG, destinado a sistematizar e tornar mais acessível o enquadramento regulamentar relevante para as empresas do setor agrícola.

O trabalho pretende identificar os principais diplomas e tendências regulatórias, clarificar o seu âmbito de aplicação e ajudar as empresas a antecipar requisitos que podem surgir não apenas por via de obrigações legais diretas, mas também através de clientes, financiadores, grandes empresas e outros agentes das cadeias de valor.

O Guia será apresentado publicamente no dia 19 de novembro de 2026, durante o Fórum da Sustentabilidade ESG Agrifood, organizado pela AAR no âmbito das comemorações do seu 50.º aniversário.

A iniciativa pretende contribuir para uma leitura mais clara e pragmática da regulação ESG, ajudando as empresas do setor a distinguir entre obrigações efetivas, requisitos emergentes e tendências com potencial impacto futuro na sua atividade.

 

EU CAP Network aborda a diversificação da atividade agrícola para tornar as explorações mais resilientes

A EU CAP Network, rede europeia dedicada à partilha de conhecimento, boas práticas e inovação no âmbito da Política Agrícola Comum, publicou um estudo sobre o papel da diversificação no reforço da resiliência das explorações agrícolas e das comunidades rurais, destacando o seu contributo para a criação de novas fontes de rendimento, redução de riscos e desenvolvimento de modelos de negócio mais robustos e adaptáveis.

A EU CAP Network publicou, a 20 de agosto, uma análise dedicada ao papel da diversificação no reforço da resiliência das explorações agrícolas e dos territórios rurais europeus.

Num contexto marcado por maior volatilidade dos mercados, alterações climáticas e pressão sobre os custos de produção, a diversificação pode permitir às explorações criar fontes complementares de rendimento, reduzir dependências e desenvolver modelos de negócio mais adaptados às características de cada território.

A análise destaca que estas estratégias podem ser particularmente relevantes para explorações familiares e de menor dimensão, que representam uma parte significativa do tecido agrícola europeu. Entre as possibilidades encontram-se atividades como a transformação e venda direta de produtos, o agroturismo, serviços educativos, novas atividades ligadas aos recursos da exploração ou outras formas de valorização económica complementar à produção agrícola.

O trabalho desenvolvido pela EU CAP Network identificou ainda 35 exemplos de modelos de negócio diversificados em diferentes países europeus, demonstrando como estas abordagens podem contribuir para melhorar o rendimento das explorações, estimular a inovação e criar novas oportunidades de desenvolvimento nas zonas rurais.

A diversificação evidencia também uma dimensão importante da sustentabilidade: para além da componente ambiental, uma exploração sustentável precisa de ser economicamente viável, capaz de se adaptar à mudança e de contribuir para a vitalidade económica e social do território onde está inserida.

Saiba mais em https://eu-cap-network.ec.europa.eu/news/farm-diversification-asset-rural-resilience_en

Agenda

Terra’26 – Enraizados no Futuro

O TERRA’26 apresenta-se como o primeiro evento profissional em Portugal inteiramente dedicado à Agricultura Regenerativa.

Durante dois dias, agricultores, investigadores, técnicos, empresas e decisores políticos irão reunir-se para partilhar conhecimento, demonstrar práticas no terreno e debater os principais desafios associados à regeneração dos solos e à sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Num contexto marcado pelos riscos climáticos, degradação dos solos, aumento dos custos de produção e necessidade de reforçar a resiliência económica das explorações, o TERRA’26 propõe uma abordagem que procura aproximar sustentabilidade ambiental e viabilidade económica. O programa desenvolve-se em torno de cinco eixos — saúde do solo, das plantas, dos animais, das pessoas e da sociedade — combinando conferências com demonstrações práticas no campo.

Organizado pela Quinta da Cholda, o evento conta com a colaboração de várias empresas e instituições ligadas ao setor agrícola.

Saiba mais em: https://www.terra-fest.pt/

Data do Evento
09-09-2026 a 10-09-2026

Local / Formato
Quinta da Melhorada – Azinhaga | Presencial

Fit for Biodiversity Conference: Solutions for the Agri-food Sector

Conferência europeia dedicada à integração da biodiversidade nos sistemas agroalimentares, reunindo empresas, especialistas, decisores públicos e outros atores da cadeia de valor. O evento abordará soluções práticas para promover uma agricultura mais favorável à natureza e cadeias alimentares mais sustentáveis.

A Fit for Biodiversity Conference: Solutions for the Agri-food Sector realiza-se nos dias 6 e 7 de outubro de 2026, em Bruxelas, e pretende discutir como conciliar a produção alimentar com a proteção e valorização da biodiversidade.

Organizada no âmbito do projeto LIFE BGP Food, a conferência reunirá diferentes intervenientes da cadeia de valor agroalimentar para partilhar boas práticas e soluções aplicáveis à integração da biodiversidade nas estratégias e operações do setor. Entre os temas em destaque encontram-se a avaliação dos impactos sobre a biodiversidade ao longo das cadeias de valor, os mecanismos de incentivo à agricultura favorável à natureza, os créditos de biodiversidade e a comunicação transparente das ações desenvolvidas nesta área. O programa contará também com a participação de representantes da Comissão Europeia.

Saiba mais em: https://cinea.ec.europa.eu/news-events/events/fit-biodiversity-conference-solutions-agri-food-sector-2026-10-06_en

Data do Evento
06-10-2026 a 07-10-2026

Local / Formato
Bruxelas | Presencial

Save the date

 FÓRUM DA SUSTENTABILIDADE ESG AGRIFOOD – 50 ANOS DA AAR

Integrado nas comemorações dos 50 anos da Associação dos Agricultores do Ribatejo, e no âmbito do projeto ESG AGRIFOOD, terá lugar no próximo dia 19 de novembro o Fórum da Sustentabilidade.

No exato dia do 50º aniversário da Associação dos Agricultores do Ribatejo, 19 de novembro de 2026, terá lugar o Fórum da Sustentabilidade ESG Agrifood.

Este dia de comemoração será um espaço de encontro e reflexão sobre os principais desafios e oportunidades associados à sustentabilidade no setor agrícola, mas também uma oportunidade para celebrar o tanto e tão bem que os agricultores já fazem.

O evento servirá ainda como oportunidade de apresentação pública de alguns resultados do projeto ESG Agrifood, nomeadamente o Guia de mapeamento regulatório, reforçando a ambição da Associação dos Agricultores do Ribatejo de disponibilizar ferramentas úteis e concretas para apoiar os agentes do setor.

Data do Evento
19/11/2026

Local / Formato
Local brevemente anunciado – Presencial